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domingo, 15 de abril de 2012

ORIXÀS-Hongolo / Angorô (Oxumaré).

A cobra Sagrada. No mundo das diversidades não há diferenças. Tudo é Belo Angorô é o Nkisi do arco-íris e da transformação. É o Nkisi das adivinhações, grande feiticeiro e curador. Tem dupla representação, hora como arco-íris, hora como o homem serpente. Traz nas mãos duas cobras de metal amarelado ou branco, dependendo da qualidade. É a cobra sagrada presente em todas as civilizações antigas. O princípio da sabedoria: a cobra que morde o próprio rabo, fazendo um ciclo, simbolizando o infinito. A corruptela da palavra Hongolo , que significa arco íris, ou réptil, é Angorô, nome pelo qual esta divindade é conhecida nos Candomblés de Angola/Congo. Surge da água em evaporação. O seu caminho é muito próximo da Senhora das Águas doces, Mam’etu Dandalunda, chegando a se confundir, já que estão ambos no reino das águas e da fecundação. O arco íris é o esplendor pelos raios do sol quando está no alto. Também é a cobra na terra e conhece as profundezas do planeta conseguindo fazer as transformações. Embora sua natureza seja masculina, apresenta uma androgenia nata e tem-se como fêmea quando a conhecemos como Hongolo menha (Angorô-mean). Faz a ligação entre o ntoto/Ixi e o duilo (Terra e Céu), por isso seu culto é fundamental e tão difundido. Hongolo - É o Nkisi que auxilia a comunicação entre os seres humanos e as divindades. É um tipo de cobra e por ter um colorido em seu couro bastante característico e semelhante ao colorido do arco-íris sempre que aparece um arco-íris no céu os bantu saúdam Hongolo pois ele está entre eles.
Na Mitologia Bantu Tat'etu Angorô - É o arco-iris, ligado aos movimentos de subida e descida das águas. Também identifica-se com a cobra sagrada que aparece em todas as mitologias antigas.
Identificar este Mukixi/Nkisi com Bessém dos Daomeanos que algumas famílias de angola no Brasil cultuam como um Vodum mesmo, por herança, ou como Oxumaré dos Yorubas. O Nkisi possui ainda vários outros nomes na África como no Brasil, que como acontece com todos os outros Nkisis, se referem a cidades, lendas ou cultos específicos de uma determinada região, e com isso ganha suas particularidades e costumes, alguns desses outros nomes são: Akemin, Botibonan, Besserin, Dakemin, Bafun, Makor, Arrolo, Danbale, Foken, Darrame, Araka, Averecy, Akoledura e Bakilá. É muitas vezes discutida também a sua natureza andrógina, ou se quisermos, a sua dupla natureza masculina e feminina.
Qualidades do Nkisi Hongolo / Angorô (Oxumaré).


Dan – Corresponde ao nome Hongolo Angola / Congo, Jeje de Oxumaré e no Alakétu, constitui uma qualidade deste último: é a cobra que participou da criação. É uma qualidade benéfica, ligada à chuva, à fertilidade e à abundância, gosta de ovos e de azeite de dendê. Como tipo humano, é generoso e até perdulário.

Dangbé – É um Hongolo mais velho que seria o pai de Dan, governa os movimentos dos astros. Menos agitado que Dan, possui uma grande intuição e pode ser um adivinho esperto.

Becém – Dono do terreiro do Bogun, veste-se de branco e leva uma espada. Becém é um nobre e generoso guerreiro, um tipo ambicioso, combativo de Hongolo, menos afectado e menos superficial que Dan. Aido Wedo, também é uma qualidade de Hongolo conhecida no Bogun.

Azaunodor – É o príncipe de branco que reside no Baobá, relacionado com os antepassados, come frutas e leva tudo de dois.

Frekuen – É o lado feminino de Hongolo, representado pela Serpente mais venenosa. O lado masculino de Hongolo é geralmente representado pelo Arco-Íris.

Kijila: Seus filhos devem evitar a tangerina, fruta de conde, abacaxi e peixe de couro. Como faz a transmutação da água em seus estados sendo responsável pelas chuvas, é o senhor das riquezas e ligado aos ciclos vitais da terra.

Características: Deus do arco-íris. A cobra sagrada.


 Saudações: Ngana Hongolo kiambote/ Kiua Hongolo! (salve o belo senhor do arco-íris). Hongolo lê! (arco íris hoje!)




Elemento: Água, Céu e Terra.


Símbolos: Ebiri, serpente, circulo, bradjá.


Dia da Semana: Terça-feira.

 Fonte: http://paimutalengunzo.blogspot.com.br/2011/08/angoro-oxumare.html
 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ossaniyn O Senhor das Folhas



É a divindade das folhas medicinais e litúrgicas.


A sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé - o poder - imprescindível até mesmo aos próprios deuses.
As folhas nascidas das árvores e as plantas constituem uma emanação direta do poder sobrenatural da terra fertilizada pela chuva (água-sêmem) e, com esse poder, a ação das folhas podem ser múltiplos, para diversos fins.
As folhas como as escamas e penas, são e representam o procriado. Elas representam o "sangue-preto", axé do culto.

Ossaniyn possui um poder ao mesmo tempo benéfico e perigoso. O Eye é um pássaro que o representa, o Igbá Ossaniyn é seu emblema, confeccionado com ferro, e simboliza uma árvore de sete ramos com um pássaro em sua haste central, o ferro reforça a ligação com o axé do preto mineral, e o pássaro é a relação folha-pena e elemento procriado. Nada se faz no candomblé sem este orixá, as folhas sagradas, para tudo se usa, na iniciação há um borí específico para Ossaniyn, a cabeça do neófito é lavada com um líquido composto de folhas associadas a diversos orixás, mas dependentes, em última instância, para seu efeito, da colaboração de Ossaniyn. Há um encarregado de recolher as folhas frescas no mato e prepará-las, é chamado olósàyin.
 

Uma lenda explica a divisão das suas folhas com os outros orixás:
" Ossaniyn havia recebido de Olodumaré o segredo das ervas. Estas eram de sua propriedade e ele não as dava a ninguém, até o dia em que Xangô se queixou à sua mulher, Oyá , senhora dos ventos, de que somente Ossaniyn conhecia o segredo de cada uma dessas folhas e que os outros orixás estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oyá levantou as saias e agitou-as impetuosamente. Um vento violento começou a soprar. Ossaniyn guardava o segredo das ervas numa cabaça pendurada num galho de árvore. Quando viu o que vento havia soltado a cabaça, e , que esta tinha se quebrado ao bater no chão, ele gritou 'Ewé O! Ewé O!' - 'Oh! As folhas! Oh! As folhas! -, mas não pode impedir que os orixás as pegassem e as repartissem entre si."

A colheita das folhas deve ser feita com extremo cuidado, para não destruir a árvore que as dá, e que possam se renovar, seguindo um preceito próprio, para entrar no seu reino, fazer a colheita e prepará-las. Ossaniyn vive na floresta, em companhia de Àrònì, um anãozinho, que tem uma única perna, e fuma um cachimbo feito de casca de caracol. Por causa dessa união com Àrònì, Ossaniyn é saudado "Holá!" - proprietário de uma única perna que como o proprietário de duas pernas! - alusão às oferendas de galos e pombos que possuem duas patas, feitas a Ossaniyn Àrònì que possui apenas uma perna; razão pela qual no ato se "cravejar" tira-se apenas, uma perna do animal.







DADOS PESSOAIS SOBRE O ORIXÁ

Nome: Ossaniyn
Filiação: Osalá e Nanã
Dia da semana: Quinta-Feira
Cor: Verde e Branco
Folhas: todas as folhas
Símbolo: Haste com sete lanças com um pássaro na ponta.
Domínio: a vegetação em geral
Oferenda: Farofa de mel com fumo de rolo e Milho de Galinha cozido refogado no dende
Sincretismo: São Benedito
Partes do corpo: Pernas e Olhos
Saudação: Ewo oh
Toque: Korin Ewe
Elemento: terra e Ar

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Orixas- OBALUAÊ

OMOLÚ
Filho do Senhor



 
Conhecido também como Obalúayé; "Rei dono da Terra”, "Sapata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor - o sol - também é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura, deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os define como: Obaluaye: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida. 

Sua dança o Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), como um ser doente onde mostra suas feridas, o céu e a terra, sua lenda, em outras danças, dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.

Sua "arma" (emblema) é o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra, ao tronco e ramo das árvores, transporta assim o Asé (axé) preto, vermelho e branco. Está relacionado com o axé preto (terra), contido no segredo do "ventre fecundado" e com os espíritos contidos na terra.

Sua contas como Omolu são o preto e branco, como Obaluayie, são vermelho, preto e branco. Também usa o lagidiba, seu colar ritual feito de pequenos discos preto de chifre de búfalo cortado em rodelinhas, é usado para proteger de doenças e tem uma conotação de grau hierárquico. Faz muito uso dos cauris (búzios) em seu brajá (colar de búzios) e nos paramentos. Em uma região é ligado a riqueza e patrono dos cauris e conjunto de 16 búzios + 1 da leitura esotérica "érindílogun".




Na Nigéria os owo érindínlogun adoram Obaluaiyé e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó.
 
Sua Saudação é "Atoto" quer dizer; Silêncio, escutai; hora da devoção.

Sua vestimenta é feita de ìko , é uma fibra de ráfia extraida do Igí-Ògòrò, a "palha da costa" , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes o "Filá" e o "Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte.

Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer ; ou ainda aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas aos convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona.

Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, e de nação para nação; carneiro, peixe de rio de couro, caranguejo, carne de porco, jaca .







DADOS PESSOAIS SOBRE O ORIXÁ





Nome: Omolú / Obaluwaiye


Filiação: Osalá e Nanã


Dia da semana: Segunda-Feira


Data:


Cor: Branco e Preto


Domínio: Doenças e Curas


Oferenda: Duburú ( pipocas )


Sincretismo: São Lázaro


Partes do corpo: Bexiga e a pele


Saudação: Atoto


Toque: Opanijé
Elemento: terra

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Oxossi: O Senhor dos Caçadores e da Fartura






No grupo Òdé - caçadores - sobressai Oxóssi , está ligado à terra virgem.



Possui muita importância em Kétu, torna-se Alákétu (Rei do Kétu). É àxèxè (princípio dos princípios) dos descendentes de Kétu.

Os Oge (chifres de touro) fazem a comunicação entre o Aiyé e Orún, chamados de: Olugboohun - o senhor escuta a minha voz.

Ìrùkèrè (Èrùkèrè) - espécie de cetro feitos com pelos do rabo de touro, presos em um couro duro, constituindo um cabo, e revestido com um couro fino, ornado com contas e cauris (búzios). É um dos principais instrumentos dos caçadores e detém poderes sobrenaturais. Na África nem um caçador, se aventuraria, a ir à floresta sem seu ìrùkèrè. É preparado com pós e remédios de diversos tipos, assim como folhas e fragmentos triturados dos animais sacrificados. Antes de serem presas, as raízes dos pelos devem durante algum tempo, ficar imerso num pote com uma combinação de elementos que constituem um axé especial, que lhe conferirá suas atribuições necessárias.
 

Não é apenas mais um emblema, tem o poder de manejar e controlar todo tipo de espíritos da floresta.
Os pelos do rabo - parte posterior (poente) - representam os ancestrais, espíritos de animais e de todo tipo de espírito da floresta.

Deus da caça, ligado às matas, irmão mais novo de Ogun, Odé é também parte dos orixás masculinos cujos princípios também são feitos de ferro. Alegre, jovial, expansivo e irrequieto, tem enorme popularidade na Bahia onde também é conhecido pelo nome de Oxóssi (Òxòósi).

Na África teria sido o irmão caçula ou filho de Ogun, com importância, como protetor dos caçadores; na medicina, pois os caçadores passam grande parte de tempo em contato com Ossaniyn na floresta, divindade das folhas terapêuticas e litúrgicas, e, aprendem com ele parte do seu poder; na ordem social, pois em suas caças e expedições, descobre lugar favorável à instalação de uma nova roça ou de um vilarejo, tonando-se assim o primeiro ocupante do lugar e senhor da terra onílè, com autoridade sobre os habitantes que venham a se instalar posteriormente; de ordem administrativa e policial, pois antigamente os caçadores odé, eram os únicos a possuir armas nos vilarejos, servindo também de guardas-noturnos òxó.

O culto de Oxóssi encontra-se quase extinto na África mas bastante difundido no Novo mundo, tanto em Cuba como no Brasil, pois seus iniciados foram vendidos como escravos para esses países; Eles trouxeram consigo o conhecimento do ritual. Suas cores são azul e o azul esverdeado, seu símbolo, o ofá, um arco e flecha em ferro forjado (hoje, outros metais) e o erukere , insígnia de dignidade dos reis da África e que lembra ele ter sido rei de Kêtú..



 

DADOS PESSOAIS SOBRE O ORIXÁ

Nome: Osòósí
Filiação: Osalá e Iyemonjá
Dia da semana: Quinta-Feira
Data: 20 de Janeiro
Cor: Azul Turquesa
Folhas: Apaoká- Caki-Kakica- Alekessi
Frutas: melão, maçã, banana, pêra, uva, ameixa.
Símbolo: o ofá (arco e flecha), ogê (um tipo de chifre de boi que é usado para emitir um som chamado Olugboohun - cuja tradução é “O Senhor escuta minha voz”), o Iru Kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta
Oferenda: axoxô (milho cozido com coco)
Sincretismo: São Sebastião
Partes do corpo: antebraço, braço, cabelo do corpo e pulmão, todo o rosto, o baixo ventre, o baço, às vezes o coração; couro cabeludo.
Saudação: Oke Aro
Toque: Agueré
Elemento: terra e Ar
Atividade: caça

terça-feira, 28 de junho de 2011

ORIXÁS: OGUN: O Guerreiro dos Músculos de Aço

Ogún
O Guerreiro dos Músculos de Aço

Na Mitologia Yoruba, Ògún é o Orixáferreiro, Senhor dos metais, ele mesmo forjavasuas ferramentas tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra. Na Áfricaseu culto é restrito aos homens, existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Foi o filho mais velho de Odudua, o fundador de Ifé.
Ogum ou Ogun é um orixá africano, é a divindade do ferro e protetor de todos que trabalham com esse metal: ferreiros, agricultores, escultores, mecânicos e dosmilitares.
Ogún data de tempos proto-históricos, é pré-histórico, violento e pioneiro; suas armas são primeiro de pedra, depois o ferro. Sua primogenitora converte-o em quase irmão gêmeo de Exú.

Deus da guerra, imagem arquetípica do soldado, Ogún é também o deus do ferro, da metalurgia. Do ferreiro ao cirurgião, todos os que utilizam instrumentos de ferro (e o aço por consequencia) em seu trabalho: agricultores, caçadores, açougueiro, barbeiros, marceneiros, carpinteiros, escultores e outros que juntaram-se ao grupo desde o início do século, mecânicos e motoristas; rendem homenagem à Ogún. Nesse sentido ele é o arquétipo da conquista da civilização humana, consolidada na idade do ferro. Orixá de personalidade violenta, obstinada, constante, viril, disciplinada, quando não rígida.

Na sua estreita relação, com a natureza humana, na qual é o regente dos "caminhos" no seu sentido de trabalho, oportunidades profissionais, e ao mesmo tempo "guardião" da casa, é expressa em sua cantiga:

Ogún á jó (Ogún dançará) e màrìwò (fronde da palmeira, usada como sua roupa) Ogún Akòró e màrìwò
Iwó a gba 'lé bg'ònà (ele ocupará a casa e o caminho)
Ogun á jó e màrìwò màá tú yeye (fronde da palmeira cresça)
Historicamente, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé, usando o título de Oniré (Rei de Irê), por se apossar da cidade de Irê, matando seu rei; usava uma diadema, chamada àkòró , e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de Ogún Oniré e Ogún Aláàkòró, inclusive no Brasil, trazidos pelos descendentes dos yorubás.

Ogún é único, mas, em Irê, diz-se que ele é composto de sete partes. Ogún méjeje lóòde Iré, frase que faz alusão às sete aldeias , hoje desaparecidas, que existiriam em volta de Irê. O número sete é associado à Ogún e ele ;e representado nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de sete, catorze ou vinte e um, pendurados numa haste horizontal, também de ferro: lança, espada, enxada, torquês, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades.

Filho de Yemanjá ou Oduá com Oxalá.

Está ligado ao mistério das árvores, conseqüentemente à Oxalá. Seu "assento" está ao pé de um Igí-uyeuè (cajazeira) no Brasil, onde um adàn, akòko ou Àràbà na Nigéria e no Daomé, e rodeado por uma cerca de peregun. Podendo também ficar ao pé do Igí-òpé cujo tronco simboliza a matéria individualizada dos funfun (orixás do branco, particularmente Oxalá), que as folhas brotadas sobre os ramos ou troncos, simbolizam descendentes e que o màrìwò é a representação mais simbólica de Ogún.
Akóro Ko l'axo -
 Akóro não tem roupas
Màrìwò l'axo Ogún o! -
 Màrìwò veste Ogún
Màrìwò -
 Màrìwò


DADOS PESSOAIS SOBRE O ORIXÁ

NomeOgun
Filiação: Osalá- Oduduwuá e Iyemonjá
Dia da semana: Terças-Feiras
Data: 23 de abril                                                                         
Cor: Verde ou Azul Marinho
Símbolo: Obé ( faca ), Idá ( facões ) Ofanje ( espadas )
Domínio: Estradas, Encruzilhadas, Matas e Florestas
Oferenda: são bodes e galos, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê.
Sincretismo: Em algumas regiões, Santo Antonio e comumente confundido com o demonio Cristão
Comidas: Inhame, Feijoadas e Farofas
Saudação: Patacori Ogun : Ogun é importante para a cabeça
Toque: Ilú, adarrun e toques rápidos
Elemento: Fogo, Terra, Água e Ar
Atividade: Guerras, lutas e combates